sexta-feira, 12 de junho de 2026

Santa Margarida Maria Alacoque falou que tinha caído em vaidade e Nosso Senhor lhe corrigiu

 


Ela contou:
Uma vez, tendo-me deixado levar por um movimentozinho de vaidade, falando de mim mesma, oh! meu Deus, quantas lágrimas e gemidos aquela falta me custou.
Com efeito, logo que nos encontramos a sós, (O Senhor) repreendeu-me desta maneira e com rosto severo:
‘Que tens tu, pó e cinza, de que te possas gloriar, se nada tens de teus, senão o nada e a miséria?
Jamais deves perder de vista nem deixar o abismo do teu nada. E, para que a grandeza de meus dons não te faça desconhecer e esquecer o que tu és, quero que o vejas com teus olhos neste quadro’.
Mostrando-me este horrível quadro, em que estava um compêndio de tudo o que eu sou, fiquei de tal modo surpreendida e com tanto horror de mim mesma que, se o Senhor não me tivesse sustentado, desfaleceria de dor: ‘Ah! meu Deus, dai-me a morte ou escondei esse quadro; vendo-o não posso viver’.”
Com efeito...
Como vimos no episódio vivido por Santa Margarida Maria Alacoque, tal situação muitas das vezes pode ocorrer conosco, ou já, ou ainda continua a ocorrer conosco também. Pois, muitas vezes sem perceber, nos apropriamos do que não é nosso. Um talento, uma virtude, uma boa ação… e silenciosamente o coração começa a dizer: “isso é meu, olha como 'EU' sou bom”. Isto dito, não com palavras, mas com um certo gosto interior de si mesmo, como um prazer escondido. E é aí que nasce a vaidade mais perigosa: a que se mistura com bem. Como bem sabemos que, Deus, porém, vê além das aparências.
Ele vê quando começamos a nos apoiar em nós mesmos. O Senhor, porque nos ama, puxa o nosso tapete para revelar quem de fato somos, Ele faz isso não para humilhar por crueldade, mas para curar da ilusão orgulhosa, ou seja, do nosso famoso "Espelho, espelho meu, tem alguém mais belo do que Eu". Logo, o Senhor não permite que vivamos nessa ilusão por muito tempo.
Assim, como aquele "quadro horrível" descrito no relato, revela não um espetáculo de condenação, mas uma revelação interior: o que a pessoa é por si mesma, sem a graça de Deus. Às vezes, Ele nos deixa ver, ainda que por um instante o nosso quadro, aquilo que somos sem Ele. E isso assusta... Mas essa verdade, por mais dura que pareça, é libertadora.
Porque quando reconhecemos que de nós mesmos só temos o nada e o pecado, então tudo o que há de bom passa a ser motivo não de orgulho, mas de gratidão ao Senhor. E a alma deixa de se apoiar em si e começa, enfim, se apoiar plenamente em Deus.
Façamos agora um exame de consciência sobre nós mesmos:
• Como está o “quadro de minha alma” diante de Deus neste momento? Ele revela uma alma que reconhece humildemente que tudo é graça… ou uma alma presa a vaidade, ainda que discretamente, se apoia em si mesma?
• Se o Senhor me visse agora, não como eu pareço por fora, mas como realmente sou por dentro, o que Ele encontraria?
• Quando faço algo bom, dou imediatamente a glória a Deus… Ou Glorio a mim mesmo, mesmo que sutilmente?
• Quando faço o bem, quero ser sempre visto?
• Eu me comparo com os outros para me sentir melhor?
Assim, aprendemos com Santa Margarida Maria Alacoque, esta belíssima verdade:
“Nada sou, nada posso, nada valho; tudo o que há de bom em mim é de Deus.”
Enquanto a mim, o que resta mesmo é:
O meu nada e o pecado...
— Referência:
(Autobiografia. Santa Margarida Maria Alacoque. Ed. Loyola.1985. p.47)
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


quinta-feira, 11 de junho de 2026

A confissão adquire-nos todos os bens


Enfim, a Confissão adquire os maiores e mais preciosos bens. A Confissão acalma a ira de Deus; dá-nos a graça santificante; é o remédio de todas as tentações e de todos os pecados.
A Confissão dá a luz, o fervor, a força, a vida e a alegria.
A Confissão, diz São Bernardo, lava e purifica, faz nascer as boas obras, adorna a alma, santifica-a mais e mais; é a vida do pecador e a glória do justo (Epist.).
A penitência, diz Tertuliano, nasce da Confissão, e com a nossa penitência, Deus fica desarmado. A Confissão é a disciplina que humilha e derruba o homem orgulhoso; então, a misericórdia ocupa o posto outrora pertencente à maldição (De Poenit., c. IX).
Assim, pois, a Confissão repara estes três grandes males, fruto do pecado:
1.° reconcilia-nos com Deus e une-nos a Ele;
2.° cura-nos;
3.° santifica-nos e consagra-nos.
Com uma boa Confissão ficam quebradas as cadeias do pecado, afugenta-se o demônio e fecha-se o Inferno; o céu se abre, o nome do penitente fica inscrito de novo com letras de ouro no Livro da Vida.
— Referência:
[Tesouros do Padre Cornélio à Lápide]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


 Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum

O Inimigos das Almas: Suas Astúcias e a Vitória pelos Nomes de Jesus, Maria e José


Santo Agostinho no-lo responde. O demônio é o doutor da mentira, o preceptor do orgulho, o príncipe da malícia, o autor dos crimes, o príncipe de todos os vícios, o instigador dos vergonhosos deleites (prazeres). Poderia haver algo mais corrompido ou pior que nosso inimigo? (In Serm. Commun., Serm. IV).
Com sua rebelião, o demônio deu-se a morte. Foi homicida do primeiro homem, e o é da raça humana. Até quereria destruir o próprio Deus se lhe fosse possível, a fim de usurpar seu posto. E o que não pode fazer a Deus no Céu, ele o fez na terra, fazendo com que os judeus matassem a Jesus Cristo.
O demônio é o pai da morte; jamais gerou outra coisa além da morte. Não sabe fazer viver. Como um ladrão hábil e feroz, não sabe fazer nada além de despojar, degolar e rir-se dos crimes que pode cometer. O demônio é o autor de todos os crimes, de todas as mentiras e de todos os erros; por isso, é pai dos hereges e das heresias. Sem ele, jamais haveria existido o pecado; e sem ele, por conseguinte, jamais teria havido misérias, enfermidades, morte e Inferno; porque todas essas coisas terríveis são a pena do pecado. Nenhum ser é tão culpável, criminoso, depravado e infame como o é Satanás. Satanás reina sobre todos os filhos do orgulho, diz Jó: Ipse est rex super universos filios superbiae (Jó 41, 25).
Satanás, antes de atacar, examina o vício, a inclinação, a parte mais débil (fraca) de cada um.
Ouçamos a São Leão: Satanás conhece a quem há de abrasar com o fogo da cobiça, a quem há de prender pela gula, a quem há de possuir pela luxúria, em quem há de inocular o veneno da inveja, conhece aquele que há de se turbar pelos arrependimentos, exceder-se pela alegria, sobrecarregar-se pelo temor, e deixar-se seduzir pela administração. Calcula as inclinações de cada um, descobre os cuidados, esquadrinhas os afetos, busca os meios de prejudicar, explorando, sobretudo, as inclinações do homem.
O antigo inimigo, diz São Gregório, é forte contra aqueles que lhe escutam, e débil contra quem lhe opõe resistência. Se cedemos às suas sugestões, é formidável como um leão, é vencedor; porém, se o rejeitamos forte e prontamente, restará esmagado como uma formiga. Assim, pois, para uns é um leão, e para outros, uma formiga. As almas carnais tem trabalho para escapar de sua crueldade, enquanto que as almas puras pisam sua debilidade com o pé da virtude.
E por fim...
São Bernardo assegura que quem invocar os santos Nomes de Jesus, de Maria e de José, será invencível, ainda que todos os demônios lutem contra tal pessoa.
— Referência:
[Tesouros do Padre Cornélio a Lápide]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum
 

Uma alma que estava no purgatório por te recebido a Santa Comunhão sem preparação


 


O Venerável Luís de Blois, conta que um piedoso servo de Deus foi visitado por uma alma do purgatório que lhe fez conhecer os tormentos horríveis que padecia. Estava sofrendo muito por ter recebido a Santa Comunhão sem preparação devida.
– “Meu amigo, diz a pobre alma num gemido, eu te rogo que faças por minha alma uma Comunhão bem fervorosa”
O amigo piedoso assim o fez e sem demora. Esta boa Comunhão obteve o que havia pedido a pobre alma, que se viu livre do suplício. Apareceu cheia de gratidão a feliz alma salva (liberta do estado de purificação).
– “Graças, mil graças, meu querido amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre!”
Assim...
Uma Comunhão recebida com humildade, mesmo na fraqueza, pode transformar a alma profundamente. Mas uma Comunhão recebida com indiferença e sem preparação, Cristo vem, mas encontra o coração como uma porta fechada.
De forma direta, a Igreja sempre destacou três passos fundamentais para uma boa Comunhão:
1. Estar em estado de graça:
Sem isso, não há verdadeira disposição. Se a pessoa tem consciência de pecado grave, deve primeiro buscar a confissão. São Paulo Apóstolo já advertia com clareza: quem come e bebe, O Corpo e o Sangue do Senhor indignamente, come e bebe a própria condenação (cf. 1Cor 11,27-29).
2. Ter fé e intenção reta:
Preparar-se é reacender a consciência: “Quem eu vou receber?” — não algo, mas Alguém. É saber Quem está recebendo: o próprio Cristo. Não é um gesto meramente automático, a pessoa está presente com o corpo, mas ausente com o coração. Basta um ato interior simples e sincero: crer, desejar e querer receber com amor.
3. Preparar-se com reverência (antes e depois):
Antes: recolhimento, oração, evitar distração.
Depois: ação de graças, permanecer alguns minutos com Cristo, agradecendo e se unindo a Ele.
Preparar-se não exige longos discursos interiores. Às vezes, basta algo muito simples e muito sério: parar, silenciar, reconhecer e amar.
Por outro lado, no relato, há um ponto de grande importância: uma única Comunhão bem feita, com fé e caridade, tem um valor imenso, não só para quem recebe, mas até para o auxílio das benditas almas do Purgatório. Se a Comunhão é o maior encontro que podemos ter nesta vida, então ela também é uma das maiores responsabilidades. Comungar bem é, antes de tudo, um ato de amor a Deus. Pois,
• ajuda a ordenar a nossa própria alma, curando, fortalecendo e purificando;
• e, ao mesmo tempo, podemos por caridade oferecer os frutos espirituais da comunhão pelas as almas do purgatório.
Que cada Comunhão nossa possa ser um ato de reparação, de caridade e de intercessão, tanto para nós e pelas almas do purgatório.
— Referência:
[BRANDÃO, Monsenhor Ascânio. Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! 30 Meditações e Exemplos sobre o Purgatório e as Almas]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

quarta-feira, 10 de junho de 2026

8 Funções do Anjo da Guarda


 

O ministério dos Anjos da Guarda consiste:
1º. em afastar-nos os perigos, seja do corpo, seja da alma;
2º. em iluminar, instruir e inclinar-nos a bons pensamentos, a piedosos desejos e a obras santas;
3º. em impedir que os demônios sugiram-nos maus pensamentos, em afastar as ocasiões de pecado e em ajudar a vencer as tentações;
4º. em oferecer a Deus as orações daqueles que eles protegem;
5º. em rogar por estes;
6º. em corrigir os homens, se pecam;
7º. em assistir-lhes na morte, fortificar-lhes, ajudar-lhes, consolar-lhes etc.;
8º. em conduzir suas almas ao céu, depois da morte, e, se vão ao Purgatório, em acompanhá-las ali, e consolá-las até que se achem livres.
A presença dos santos anjos, diz Santo Antônio, é dupla e amável: não riem, não gritam, não falam; senão que, silenciosos, com bondade e doçura, apressam-se a derramar em nossos corações a alegria, o entusiasmo e a confiança.
— Referência:
[Tesouros do Padre Cornélio à Lápide]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum

s

Postagens mais visitadas